• O Tips For Mommy Concierge é uma empresa que foi criada com o objetivo de facilitar a vida das mamães em Miami. É a segurança e o conforto que você precisa na preparação do enxoval do seu bebê e a certeza de que buscamos o que há de melhor para a sua família!
  • • Compras & Consultoria na Preparação do Enxoval do Bebê nos Estados Unidos
    • Enxoval à Distância
    • Listas Personalizadas
    • Enxoval Kids
    • Organização de Malas
  • A Tips for Mommy conta com um serviço de Papinhas Orgânicas - papinhas preparadas especialmente para cada um de nossos mini clientes. Com ingredientes frescos e orgânicos, mamães e seus bebês terão as férias que merecem.

Tips For Mommy blog

{Meu depoimento} : Baby Blues

Há tempos estou para escrever este post aqui no TFM. Hoje vou falar do ”Baby Blues” – que apesar de ter um nome, um tanto quanto sugestivo para canções de ninar aos bebês….seu real significado é uma melancolia pós-parto. Não é uma regra, mas mais de 80% das mulheres sentem/têm o “Baby Blues”, muitas nem se quer tomam conhecimento do que se trata, apesar de senti-la. O Baby Blues diferentemente da Depressão Pós Parto, não é uma doença. (*Mas, um baby blues muito longo e intenso – pode ocasionar pra frente, a temida DPP) Sei que este tema, é um assunto velado para muitas – talvez pelo medo de se expor ou simplesmente por não querer admitir a condição de ser humano. Seja por qualquer uma das razões, decidi escrever sobre este assunto tão pouco falado em blogs do universo infantil (de uma maneira bem pessoal), para alertar e mostrar que não há nada de errado em demonstrar nossas fraquezas humanas. Tão pouco a minha intenção, é de aterrorizar as futuras mamães desse blog. O intuito, é de compartilhar mais uma experiência da qual a maternidade trouxe a minha vida – experiência essa, que julgo ser relevante à ponto de ser compartilhada. Antes de mais nada…gostaria de deixar bem claro, que a minha filha Victoria é a paixão da minha vida, minha luz e inspiração – sem ela, este blog nem existiria. Amo ela mais do que tudo – um amor intenso, avassalador…um amor que só quem é mãe sabe bem, como é. Não é papo de mãe coruja, mas a Victorinha é, e sempre foi um amor de bebê – nunca teve cólicas absurdas, ou chorou madrugadas à dentro que me levassem a exaustão. O Baby Blues , nada tem haver com a pessoa dela ou por conta dela. Tenho comigo, que a questão toda, foi /é simplesmente hormonal. Logo depois do nascimento da Vi – acho que o período exato, foi logo os primeiros dias que saímos da maternidade. Fui tomada por sensações esquisitas, medos e inseguranças incontroláveis e uma enorme vontade de chorar sem explicação. Foi então, que comecei a pensar na possibilidade de estar sofrendo de Depressão Pós-Parto. Saí pesquisando tudo à respeito, pela internet. E como eu tinha consciência dos meus próprios sentimentos – lendo os textos referentes a DPP, cheguei a conclusão de que eu não me enquadrava em nenhum dos sintomas dela – onde em quadros mais graves, envolvem até sentimentos ruins em relação ao bebê. Mas em contrapartida, me deparei com o termo “Baby Blues”- que nada mais é, que uma condição mais leve de depressão. É um estado de malancolia constante, causado pela variação hormonal após a gestação. Durante a minha gravidez, não gastei um minuto sequer, lendo textos sobre estes assuntos ou algo parecido com isto. Eu sempre desejei minha filha mais do que tudo em minha vida. Nem passava na minha cabeça, que pudesse existir o tal do Baby Blues, e muito menos, que eu pudesse vir a ter isso. Mas como assim….uma melancolia?! Que grande paradoxo da maternidade, a vida estaria me pregando, naquele momento?! Eu sofrendo de melancolia, justamente  no momento mais abençoado da vida?! Questionamentos e devaneios à parte, o fato era que eu me sentia demasiadamente cansada ; não tinha ânimo em me arrumar (nem de estar/e nem de querer me sentir bonita) ; meus pensamentos eram sempre negativos – do tipo: não irei dar conta de tudo ; não conseguirei amamentar ; será que vou ter leite suficiente para a minha filha; não sei dar banho direito na minha filha; meu corpo nunca mais irá voltar ao “normal”….e todas as outras coisas do gênero. Enfim, todos os pensamentos negativos e pessimistas que vocês puderem imaginar, pairavam sobre a minha cabeça naquele momento – parecia coisa de maluco mesmo! Eu não tinha vontade nenhuma de receber visitas em minha casa, e nem sequer vontade de conversar com alguém pelo telefone. Vagava pela casa que nem “zumbi” de camisola dia e noite (ficava a la “zumbi” fossem pelas noites mal dormidas ; ou pela ansiedade de querer ver a minha nova vida ganhar forma rapidamente). Percebi que eu estava ficando extremamente estressada com tudo, e que pouco a pouco estava começando a querer me isolar. A maior diferença que notei, foi o meu estado permanente de sensibilidade – eu estava sempre “à flor da pele” – No começo, pensei que era por conta da tensão de ter tantas novidades em casa. Eu ficava com  aquela sensação de que eu não iria conseguir conciliar tantas coisas ao mesmo tempo, e só este simples pensamento, me atormentava a alma. A primeira vez que realmente notei que eu estava ficando “out of control”, foi uns 10 dias após-parto. A família do meu marido, é de Sorocaba – interior de SP. E eles queriam muito rever a Victoria depois do seu nascimento, então ficou programado uma ida ao interior – para passarmos o final de semana todos juntos em família…. Gente, eu fiquei “freack out” só de imaginar a Victoria, um pouco mais de 1 hora dentro de um carro. (coisa, que eu normalmente – nem me importaria ) Fiz um “samba lelê” de dar inveja nas mais barraqueiras. Lembro-me que não tinha quem fizesse eu sair de casa naquele dia – passei o dia todo em prantos. E quanto mais a minha mãe tentava me acalmar….mais eu chorava. A situação piorava, quando alguém me alertava que se eu continuasse naquele estado de melancolia…o meu leite uma hora, poderia secar – daí sim, eu desatava a chorar. (Dizem que os bebês recém-nascidos choram. Enganam-se… são as mamães recém-nascidas é que choram!) Graças a Deus, o meu período de Baby Blues foi relativamente curto – e eu acredito, que em um nível relativamente leve também. Mas foram dias de muito stress psicológico e uma sensação de medo que até hoje, não sei bem como explicar. Meu marido foi muito paciente nesta época comigo, sempre muito amoroso. Hoje, tenho a plena convicção de que ele (certamente) não entendia...
Leia Mais →